Slow Filme

O conceito do “quilômetro zero” (que propõe o consumo de alimentos que não tenham percorrido grandes distâncias até o consumidor final) e a tradição culinária permeiam grande parte das produções inseridas na programação do SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO, que chega à sétima edição em 2016. O evento, único em seu perfil no Brasil, acontecerá entre 15 e 18 de setembro, no Cine Pireneus, na cidade de Pirenópolis, em Goiás. Entrada franca, mediante a retirada de ingresso na bilheteria do cinema.

Ao longo de quatro dias, serão exibidos 24 títulos, entre curtas e longas-metragens, produzidos em diferentes países, como Espanha, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suíça, Peru, Canadá, Japão e, é claro, Brasil, dentre vários outros. Em comum, projetos que recuperam tradições, adaptando-as para o mundo do século XXI ou apenas registrando-as. E reafirmam a importância de aprender com os antigos a respeitar as estações do ano e sua oferta de alimentos, a enxergar a produção regional como fonte generosa de ingredientes para a gastronomia, e a valorizar o conhecimento adquirido como aprendizado para tornar melhor o planeta nos dias atuais.

 

Chef português André Magalhães, um dos palestrantes dessa edição.

Em 2016, SLOW FILME também fará o lançamento, no Brasil, de dois projetos premiados de Portugal. Trata-se de Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar Dela Própria e de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, criadas pelo realizador Tiago Pereira, que estará presente ao festival e conversará com a plateia. Serão exibidos episódios da série musical e episódios destinados à culinária, contando também com a presença do chef português André Magalhães, eleito “Personalidade do Ano na Gastronomia” de Portugal, pela revista Wine, e um dos três maiores de seu país, pelo prêmio Mesa Marcada. André Magalhães participa do programa de Tiago Pereira, não só como chef convidado, mas como consultor, e conversará com o público sobre a ideia do projeto, que além de registrar a preparação ancestral de alimentos, convida chefs contemporâneos para fazerem uma espécie de releitura da receita antiga, preparando-a diante da câmera.

Tiago Pereira e chef José Júlio, do projeto Esporão & A Comida Portuguesa Gostar Dela Própria

O Brasil estará representado em filmes como Apart Horta, uma ficção-documentário que fala da possibilidade de tornar saudável o alimento cotidiano das grandes cidades,Guardiãs do Queijo Coalho, curta que registra a produção do famoso queijo por sertanejas do interior de Sergipe, e Comer o quê?, que vasculha os hábitos alimentares dos brasileiros, contando com depoimentos de nomes como Alex Atala, Bela Gil e Marcos Palmeira. O diretor de Comer o quê?, Leonardo Brant,conversará sobre o trabalho com a plateia.

Cena do filme Apart horta.

Na sexta-feira, 16 de setembro, após exibição do longa-metragem Comer o quê?, haverá uma conversa com o diretor do documentário, Leonardo Brant, seguida de um descontraído encontro com a chef Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica. Concebida em 2011, nas comunidades cariocas de Babilônia e Chapéu Mangueira, da zona sul do Rio de Janeiro, a Favela Orgânica é uma iniciativa que visa ensinar a população a aproveitar os alimentos em sua totalidade. Hoje, as oficinas do projeto já circularam pelo Brasil e por alguns países como França, Itália e Uruguai. Regina Tchelly é paraibana, ex-empregada doméstica, e decidiu aproveitar sua experiência em frequentar as xepas das feiras livres para ajudar as famílias das comunidades mais pobres do país a enriquecerem a alimentação, com pequenas mudanças de hábitos.

 

Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica.

O festival também conta com a exposição Natureza Móvel. Com curadoria de Sérgio Moriconi, a exposição que ocorrerá no hall do Cine Pireneus, vai exibir 22 capas de discos de vinil. Nas imagens, um percurso da relação do homem com a natureza, segundo explica o curador: “É uma construção por espelho: à primeira imagem de uma flor sob o azul celeste do céu, seguimos até a imagem derradeira da flor encapsulada um ambiente asséptico e sem vida; ao voo livre dos pássaros (segunda imagem) se contrapõe uma vassoura ante um ambiente vegetal (penúltima imagem) denunciando a presença do homem; à faina dos agricultores sobre a pilha de feno, se opõe a sinistra figura (a morte?) do indivíduo com a foice no trigal.

O 7º SLOW FILME é uma realização da Objeto Sim Projetos Culturais e do Instituto Pireneus, com curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi. Apoio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Governo de Goiás, Prefeitura de Pirenópolis, Secretaria de Cultura de Pirenópolis e Secretaria de Turismo de Pirenópolis. Conta, ainda, com as parcerias do Slow Food Pirenópolis, dos Laboratórios Sabin, das embaixadas da Espanha, França e Suíça e do Instituto Cultural da Dinamarca.

Serviço
Local: Pirenópolis - GO
Data: 15 a 18 de setembro
Entrada franca
Informações: www.vidacandanga.com.br/cinema/7o-slow-filme-festival-internacional-de-cinema-alimentacao-e-cultura-local/

Fonte: Assessoria de Imprensa do Festival

Brasília, 12 de agosto de 2016