Shakespeare Vive

Mostra de cinema literário no Museu Nacional exibe quatro obras do dramaturgo inglês

No  ano em que se comemora  os  400 anos de morte de William Shakespeare,  o maior e mais influente dramaturgo de todos os tempos,  o projeto CineCAL no Museu, o Programa Cinema no Museu e a Embaixada do Reino Unido realizam, no Museu Nacional da República,  o evento Shakespeare Lives.

A IV Mostra de Cinema Literário promovida pelo CineCAL no Museu acontece  no Auditório II, de 29 de novembro a 2 de dezembro,  às 19h, com a exibição de quatro filmes que contempla  os vários ângulos e sentimentos magistralmente imortalizados pelo Bardo inglês em sua obra.

Os filmes, com entrada franca,  serão seguidos de debates. Liana Leão, da Universidade Federal do Paraná, grande estudiosa de literatura inglesa com ênfase em Shakespeare, é a convidada da noite de abertura, quando será exibido o filme Romeu e Julieta,  do cineasta Baz  Luhrmann, realizado em 1996. Na noite do dia 30, o professor da UnB, Augusto Rodrigues da Silva Junior, vai comentar  Macbeth.

Dia 01 de dezembro será a vez de  William Alves Biserra, também professor da UnB, discorrer sobre  Hamlet, produzido pelo americano Michael  Almereyda, em 2000. Lemuel da Cruz Gandara, do Instituto Federal de Goiás, é o convidado do último dia do evento, quando será apresentado César deve morrer, dos irmãos Taviani.

Programação

Dia 29 de novembro (terça-feira)

Romeu e Julieta (EUA). Direção de Baz  Luhrmann, 1996, 120 min. Nessa versão para os dias de hoje da peça de Shakespeare,  o cenário é Verona Beach. Os Capuleto e os Montéquio, duas famílias que sempre se odiaram, têm rixas sem cessar, mas isto não impede que Romeu (Leonardo DiCaprio), um Montéquio, se apaixone pela bela Julieta, uma Capuleto. Classificação indicativa: 14 anos

Dia 30 de novembro (quarta-feira)

Macbeth (EUA). Direção de Roman Polanski, 1971, 140 min. O herói de guerra escocês é persuadido por sua esposa a matar o Rei Duncan e tomar seu trono. Macbeth acaba se envolvendo em mais assassinatos e decadência moral para manter seu reinado, enquanto sua mulher se perde em sentimentos de culpa e loucura. Classificação indicativa: 18 anos

Dia 1º de dezembro  (quinta-feira)

Hamlet (EUA). Direção de Michael  Almereyda, 2000, 112 min. Uma nova geração de jovens cineastas está despontando para a fama na Nova York do ano 2000. Hamlet (Ethan Hawke) um deles, possuído por uma alienação e ânsia pouco comuns para os jovens espectadores de seus filmes, se depara com o fantasma do seu pai em um terraço de um hotel onde está hospedado. Nele, a Dinamarca não um reino, mas, sim, uma corporação gigantesca. Assim, como na versão original, a saga de Hamlet mantém seu verdadeiro significado: o idealismo de um jovem destruído pela corrupção existente no mundo. Classificação indicativa: 16 anos

Dia 2 de dezembro (sexta-feira)

César deve morrer (Itália). Direção de Paolo e Vittorio Taviani, 2012, 77 min, vencedor do Urso de Ouro  em  Berlim,  em 2012. A peça teatral Júlio César, de Shakespeare, é encenada por um grupo de prisioneiros da prisão de segurança máxima Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo, que funciona como registro documental, o filme trabalha a ficção por trás da trama original. Classificação indicativa: 14 anos

Hora: 19h
Local: Auditório II do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios)
Entrada franca
Apoio: Embaixada da Venezuela e Super Rádio FM

Brasília, 22 de novembro de 2016
Núcleo de Comunicação Social da CAL