Cinema e meio ambiente

O homem e a natureza são o tema do CineCAL, em dezembro

O Cinema da Casa da Cultura da América Latina se mobiliza pela natureza, em dezembro. Com o tema Cinema e meio ambiente, os filmes exibidos mostram o instinto de sobrevivência natural do ser humano frente às adversidades,  a viagem do fotógrafo Sebastião Salgado  a regiões inexploradas do planeta, os graves problemas que os sistemas de vida na Terra estão enfrentando, a luta contra a seca no Sertão nordestino, um dos maiores aterros sanitários do mundo e a ligação do ser humano com o universo.

Dia  1º de dezembro  ( quinta-feira)

Dersu Uzala (Japão). Direção de Akira Kurosawa, 1975, 2h25min.  Um capitão enviado pelo governo soviético para explorar e reconhecer as montanhas da Mongólia, juntamente com uma pequena tropa, em meio à expedição encontra Dersu Uzala, um caçador que vive apenas nas florestas. Percebendo que Dersu conhece bastante o local, o que pode facilitar o trabalho, o capitão lhe oferece que acompanhe a tropa até o término da missão. É o início de uma forte amizade entre o capitão e Dersu, que, aos poucos, demonstra suas habilidades. Classificação indicativa: 14 anos

Dia 06 de dezembro (terça-feira) 

O sal da Terra (Brasil/França). Direção de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, 2014 1h 50min. O filme conta um pouco da longa trajetória do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e apresenta seu ambicioso projeto "Gênesis", expedição que tem como objetivo registrar, a partir de imagens, civilizações e regiões do planeta até então inexploradas.Classificação indicativa: livre

Dia 08 de dezembro (quinta-feira)  

A Ilha das Flores (Brasil). Direção de Jorge Furtado, 1989, 13 min. Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. O filme segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos. Classificação indicativa: livre

A última hora (EUA). Direção de Nadia  e Leila Conners, 2007, 91 min. Com a contribuição de mais de 50 cientistas, ativistas ambientais e políticos, incluindo o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, o físico Stephen Hawking, a vencedora do Nobel da Paz Wangari Maathai e o jornalista Paul Hawken, o documentário relata os graves problemas que os sistemas de vida da Terra estão enfrentando. Classificação indicativa: livre

Dia 13 de dezembro  (terça-feira)

Baraka (EUA). Direção de Ron Fricke, 1992, 96 min. Baraka é uma antiga palavra que pode ser traduzida como o sopro ou a essência da vida, de onde se desencadeia o processo de evolução da existência. Com imagens captadas em 24 países, nos seis continentes do globo,  o filme busca traduzir visualmente a ligação do ser humano com a Terra. Um espetáculo visual deslumbrante, que deve ser visto, sentido e vivido para ser compreendido. Classificação indicativa: 12 anos

Dia 15 de dezembro  (quinta-feira)

Lixo extraordinário (Brasil/Reino Unido). Direção de  Lucy Walker e João Jardim, 2010, 100 min. Uma análise sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, localizado na cidade de Duque de Caxias (RJ), um dos maiores aterros sanitários do mundo. Classificação indicativa: 12 anos

Dia 20 de dezembro (terça-feira)

O país de São Saruê (Brasil). Direção de Vladimir Carvalho, 1971, 80 min. Inspirado no título de um cordel do paraibano, Manoel Camilo dos Santos, o filme narra as relações do homem com a natureza no Sertão nordestino, onde predomina a luta contra a seca, o latifúndio e a miséria desde os tempos da colônia. É uma tentativa de se resgatar a memória de fatos antigos, os usos e costumes que distinguem essa região das demais. Classificação indicativa: 14 anos

Dia 22 de dezembro (quinta-feira)

O jardim das folhas sagradas (Brasil). Direção de Pola Ribeiro, 2010, 90 min. A expansão imobiliária da cidade de Salvador, decorrente de sua modernização, faz com que o candomblé, tradicional religião afro-brasileira, ligada à natureza, seja afetada. A causa é que o candomblé pede a existência de lugares amplos e naturais, para a realização de sua liturgia. É nesse contexto que Miguel Bonfim decide criar o Jardim das Folhas Sagradas, na periferia da cidade. Por questionar o sacrifício de animais, ele resolve fazer um terreiro modernizado e descaracterizado. Classificação indicativa: 14 anos

Entrada franca

Local: Auditório Gonzaguinha (térreo) da Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL)
SCS Quadra 4, Edifício Anápolis. Telefone 3321.5811
Hora: 12h e 15h
Realização: CAL/DEX/UnB

Brasília, 29 de novembro de 2016
Núcleo de Comunicação Social da CAL