Tropicalismo

Em maio, o CineCAL celebra os 50 anos da Tropicália

No final dos anos 1960, o Tropicalismo sacudiu o ambiente cultural no Brasil. Ao romper   com inúmeros parâmetros, principalmente na música, quando misturou velhas tradições populares a muitas novidades artísticas espalhadas pelo planeta, o movimento atingiu também outras esferas culturais, como artes plásticas, cinema e poesia. Tendo como maiores expoentes, Caetano Veloso e Gilberto Gil, seus integrantes criaram um grande coletivo, que envolveu um grande número de artistas.

Em 2017, o Tropicalismo, também conhecido como Tropicália, completa 50 anos. Para celebrar a data, o CineCAL exibe, em maio, dez filmes feitos por cineastas ou que falam de pessoas que se destacaram no movimento, como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Glauco Rodrigues e Hélio Oiticica. Entrada franca.

Programação

Dia 02 de maio   (terça-feira)

Terra em Transe (Brasil). Direção de Glauber Rocha, 1967, 115 min. Um espetáculo poético, sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina. Tido como o mais importante e polêmico filme  do diretor e um dos percursores do movimento tropicalista, tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Classificação: 14 anos

Dia 04 de maio  (quinta-feira)

Glauco do Brasil (Brasil). Direção de Zeca Brito, 2016, 90 min. A trajetória de vida, a obra e a carreira do pintor gaúcho Glauco Rodrigues, um dos principais pintores do pop art latino, de acordo com críticos, artistas e teóricos. Retratado a partir de entrevistas, arquivos e imagens vivenciadas e inspiradas por Rodrigues, o documentário funciona como um retrato intimista de um dos maiores artistas gráficos da história brasileira, também ligado ao movimento tropicalista. Classificação: 12 anos

Dia 09 de maio  (terça-feira)

Hélio Oiticica (Brasil). Direção de César Oiticica Filho, 2012, 94 min. Conta a história do artista plástico Hélio Oiticica, através de fitas K7 que o próprio gravou durante os anos de 1960/1970. As "Heliotapes" foram encontradas por seu sobrinho Cesar Oiticica Filho, que dirige o longa, quando preparava uma exposição sobre a vida e obra do tio. Fugindo da narrativa tradicional, o filme aborda diversos aspectos da biografia de Oiticica, como suas aspirações anarquistas, sua temporada em Nova York e seu contato com as drogas. Classificação: 16 anos

Dia 11 de maio  (quinta-feira)

Futuro do pretérito: Tropicalismo now (Brasil). Direção de Ninho Moraes e Francisco César Filho, 2012, 76 min. Um olhar do século 21 para um dos movimentos culturais mais importantes da história brasileira. A produção traz um mix de entrevistas, shows, intervenções artísticas e atores em pequenos esquetes. Uma intersecção dos contextos social e artístico de 1967-68-69 com o atual. Classificação: 14 anos

Dia 16 de maio (terça-feira)

Os herdeiros (Brasil). Direção de Cacá Diegues, 1970, 110 min. Retrospectiva, em forma de alegoria, da história do Brasil, compreendida entre a revolução de 1930 e a introdução da televisão no país. Como pano de fundo dessa trama que envolve amor, violência e política, está o elemento detonador de tudo: a luta pelo poder. Classificação: 14 anos

Dia 18 de maio (quinta-feira)

Macunaíma (Brasil). Direção de Joaquim Pedro de Andrade, 1969, 108 min. A história do herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter, que nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto deixa o sertão em companhia dos irmãos e vive aventuras na cidade. Classificação: 16 anos

Dia 23 de maio (terça-feira)

Samba (Brasil). Direção de Thereza Jessouroun, 2001, 54 min. Documentário sobre o samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira (RJ). Fugindo dos estereótipos que costumam divulgar, durante o Carnaval, a mais "nacional" de todas nossas danças, o filme revela o mundo e a vida dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e o samba das biroscas do alto do morro, dos ensaios técnicos realizados sem fantasia e de pé no chão, ou das rodas de samba das esquinas da favela. Classificação: 10 anos

O Pasquim – A subversão do humor (Brasil). Direção de Roberto Stefanelli, 2004, 44 min. Em 1969, ano particularmente duro no regime militar, surgiu no Rio de Janeiro "O Pasquim", tabloide que, com sua irreverência, humor e anarquia, daria uma nova roupagem e linguagem ao jornalismo brasileiro, uma forma mais coloquial à publicidade e causaria um forte abalo nos níveis da hipocrisia nacional, uma farra da turma de Ipanema. Classificação: 10 anos

Dia 25 de maio (quinta-feira)

Alô, Alô, Terezinha! (Brasil). Direção de Nelson Hoineff, 2009, 90 min. Dentro de um cenário tropicalista, entre os anos 1950 e 1980, Chacrinha foi o apresentador de programas de auditório mais famoso do Brasil. Irreverente e com um estilo próprio, comandou programas que se tornaram recordistas de audiência e atraíram o gosto popular. Ao mesmo tempo, lançou diversos artistas que depois se firmaram na música brasileira, além de criar aquelas que ficaram no imaginário popular masculino: as chacretes. Classificação: 12 anos

Dia 30 de maio  (terça-feira)

Tropicália (Brasil). Direção de Marcelo Machado, 2012, 87 min. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando várias gerações. Com raras imagens de arquivo e embalado por canções do período,  o filme  nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil. Classificação: 14 anos

 

Cena do filme Tropicália

Entrada franca

Local: Auditório Gonzaguinha da Casa da Cultura da América Latina da UnB (térreo)
SCS Qd 4, Edf. Anápolis. Telefone 3321.5811
Hora: 12h e 15h

Realização: CAL/DEX/UnB

Brasília, 27 de abril de 2017